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31.7.06

Pular refeições poupa tempo, mas gasta a saúde

Com a correria do dia-a-dia, é cada vez mais comum deixar de fazer uma refeição para ganhar tempo. O problema é que, a longo prazo, este mau hábito pode provocar carência de nutrientes e prejudicar a saúde. Especialistas recomendam: faça, ao menos, quatro refeições ao longo do dia.


Por Alessandra Castello, da equipe de jornalistas do PlanetaVida

RIO DE JANEIRO - Pesquisadores ingleses, patrocinados pela rede de supermercados Sainsbury, apontam para uma realidade nada saudável, fruto da correria do dia-a-dia: 70% dos entrevistados disseram que deixam de fazer, regularmente, pelo menos uma refeição por dia. Para mais de um terço dessas pessoas, o café da manhã é a vítima. Seis em cada dez declararam viver muito ocupadas, sem tempo para comer. O maior percentual está entre os jovens: 87% deles, entre 16 e 24 anos, perdem uma refeição todos os dias.

No Brasil, a chefe de nutrição do Hospital Pró-Cardíaco, Jacqueline Farret, explica de maneira abrangente porque esse comportamento é perigoso: Vamos supor, hipoteticamente, que sua necessidade calórica diária seja de mil calorias. Se, diariamente, você deixa de tomar o café da manhã que vale, por exemplo, 200 calorias, tenderá a apresentar, a longo prazo, um déficit nutricional.

É possível, segundo ela, compensar equilibradamente ao longo do dia, mas o mais comum é extrapolar na refeição seguinte, já que o organismo estará há horas sem se alimentar. E, claro, não se pode esquecer as tentações das guloseimas. Com fome, não há quem resista a um biscoito, bala, chiclete, doce e outros alimentos sem qualquer teor nutricional, como os nutricionistas gostam de chamar, cheios de calorias vazias. Daí vem o sobrepeso.

A cardiologista e nutróloga espanhola Regina Mestre Amengual, com consultório também no Brasil, concorda com a colega. Pular refeições é completamente errado, principalmente para pessoas que pretendem emagrecer. Elas acabam tendo aquele conhecido ataque de formiguinha, comendo em demasia na refeição seguinte.

Jejum dificulta concentração e desempenho intelectual

Especialistas que participaram do estudo, como a nutricionista Gill Fine, acreditam que o café da manhã é especialmente importante. Ao acordar, o corpo necessita, antes de tudo, de glicose, para que o cérebro possa se concentrar. Alguns estudos indicam, inclusive, que crianças que tomam café da manhã têm performances melhores na escola do que aquelas que permanecem em jejum.

É isso mesmo. O sangue precisa apresentar níveis de glicose constantes para manter o funcionamento do cérebro. E quem pula as refeições acaba fazendo picos de glicose. Resultado: cai o rendimento intelectual e aumenta a irritabilidade. É por isso que se deve fazer refeições a cada quatro horas. Assim, esse nível se mantém constante, comenta Amengual. Ela acrescenta que se o período de jejum for prolongado, o organismo acaba consumindo as reservas de gordura e transformando-as em carboidrato. É um processo chamado cetose, que deixa seqüelas como desagradáveis oscilações de humor.

Embora a carência de glicose seja a mais gritante quando se fala em longos períodos sem comer, a longo prazo o organismo apresenta deficiência de outros nutrientes como vitaminas e minerais. Imagine que as vitaminas antioxidantes protegem o corpo contra o câncer... Além disso, a pessoa pode ter anemia e problemas de pele. As defesas do sistema imunológico diminuem e o déficit de colesterol pode causar problemas hormonais, como amenorréia (ausência de menstruação), sentencia a médica.

Porque seguir as dicas dos especialistas

Aquela história de comer seis pequenas refeições por dia café da manhã, lanche, almoço, lanche, jantar e ceia faz todo sentido. Dessa maneira, é possível distribuir de forma equilibrada as necessidades calóricas de que o organismo precisa para enfrentar a rotina. Além do mais, segundo Farret, se esse hábito for realmente adotado, é capaz de prevenir a sudorese excessiva, a falta de concentração e até problemas gástricos.

Sei que hoje em dia é difícil tomar o desjejum com calma às 7, 8 horas da manhã, almoçar ao meio-dia e assim em diante. Então sugiro que se faça, pelo menos, quatro refeições por dia: café da manhã, almoço, lanche e jantar. Isso é o mínimo para que o organismo possa distribuir as necessidades nutricionais ao longo do dia, aconselha a nutricionista do Pró-Cardíaco, que dá algumas dicas para aqueles momentos de correria:

Café da manhã

Na falta de tempo para fazer uma bela refeição ao acordar, aposte nos iogurtes, barrinhas de cereais, frutas (banana, maçã e pêra são bem práticas, e as duas últimas podem ser consumidas com casca se forem bem lavadas), frutas secas e cereais matinais.

Almoço

Coma em locais confiáveis, onde possa servir-se pessoalmente. Escolha saladas, hortaliças e carnes brancas, mas evite leguminosas (feijão, lentilha) que levam carnes salgadas em seu preparo. Puras, elas são ótimas porque contêm ferro e fibras. É melhor fazer isso do que optar por uma lanchonete de fast food, que geralmente tem fila, é preciso achar um lugar para se sentar e os alimentos não têm bom perfil, porque são cheios de gordura saturada. E sempre que possível coma em casa ou leve uma salada para o trabalho. Só cuide para não preparar nada que contenha molho, que fermenta e estraga, principalmente no verão.


Fonte: Artigos, Salutia

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